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A LIBERDADE NÃO SE VENDE

“Mesmo na noite mais triste em tempo de servidão, há sempre alguém que resiste há sempre alguém que diz não”. (Manuel alegre)

 

Tempos difíceis, de dúvidas e incertezas rondam nossa ainda frágil democracia, onde aproveitadores de toda a ordem a utilizam em nome de uma liberdade obscura, com a intenção de continuar a prática de ações deletérias, com vistas a manter seu “Status Quo”, protegidos por leis que permitem transitar pelos escaninhos da justiça por anos a fio.
O simples mortal que comete qualquer delito e não tenha recursos suficientes para pagar uma plêiade de advogados, normalmente recebe a punição com maior rapidez. Outros poucos são privilegiados com permanentes e intermináveis solicitações de “Habeas Corpus”, abarrotando a justiça com trabalhos e custos desnecessários, prejudicando outras ações que estejam em curso.
Autoridades indiciadas pela justiça com poder de decisão, ocupam funções e cargos estratégicos nos mais diversos patamares da Republica, regulando a tramitação de projetos e pedidos que possam a vir prejudicar judicialmente a si e aos seus, conforme interesses não bem explicitados.
Quase todo o dia “explodem” na imprensa ações de busca e apreensão nas residências de outrora “Autoridades acima de qualquer suspeita”, em virtude da descoberta de desvios financeiros de toda ordem ou envolvimento no tráfico generalizado. Muitos delatados pelos seus próprios companheiros de jornada.
Embora ação destemida dos policiais, a violência do cotidiano virou um dilema para a sociedade trabalhadora, em virtude da insegurança generalizada. Agravada pelo “prende-solta” de contumazes bandidos que ao serem libertados voltam a praticar crimes, muitos deles com resquícios de violência, quando não muito levando a morte suas vítimas.
No entanto não temos visto com a frequência necessária à punição de criminosos de alto escalão. O que se vê é uma sociedade indignada com decisões, particularmente de alguns componentes da cúpula da justiça que os liberta, a despeito dos delitos que cometeram, mesmo que para tal não cumpram exatamente os preceitos constitucionais.
A indignação é tal que já chegou às raias do Congresso e da Procuradora Geral da República. Os Senadores Kajuru, Álvaro Dias, Regufe, Alessandro Vieira, entre os mais destacados em exigir do presidente do Senado providencias no sentido de criar uma CPI (chamada de Lava Toga), cujo objetivo é: “Investigar condutas ímprobas, desvios operacionais e violações éticas por parte de membros do Superior Tribunal Federal e de tribunais superiores do país”. Porém não encontrou respaldo por parte do presidente do Senado que a arquivou. Mas, pelo que tenho acompanhado eles não desistiram.
A decisão de calar a liberdade de imprensa, por parte de integrantes do STF, causou profunda indignação na sociedade quando milhares de manifestações contra foram publicadas nos diversos meios de comunicação que levou a Procuradora da República Raquel Dodge, durante a posse do novo presidente do CNPG, a reiterar que: “É prerrogativa do Ministério Público investigar e acusar, conforme preconizado na Constituição Federal, não cabendo ao judiciário interferir na produção de provas”. O que levou a suspensão da decisão por parte do STF.
Entre os inúmeros cidadãos que se manifestaram em todos os meios de comunicação, contra todo esse estado de coisas ruins que atravessamos e não vemos, por parte dos órgãos responsáveis, a presteza e nem o interesse em resolver nossas mazelas e dos quais me alinho, chamou a atenção o General Paulo Chagas que por suas manifestações recebeu a visita da Polícia Federal em sua residência, por ordem do STF. O General é meu conhecido de muitos anos e sempre foi um militar íntegro, patriota e responsável pelas suas atitudes e admirado por todos que o conhecem. Espero que esse equívoco seja resolvido sem maiores consequências, para que possamos passar por essa tempestade constitucional com o menor número de desavenças, para o bem de nosso Brasil. Que merece.


Edu C, Antunes – Cel Refº e Licenciado em Estudos Sociais.
05 de maio de 2019



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