ASMIR-PB Associação dos Militares da Reserva Remunerada, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas

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ASMIR-PB – 12 ANOS DE LUTA 04 de Outubro de 2016

No próximo dia 24 de setembro a ASMIR-PB completa 12 anos de existência. Hoje ainda nos deparamos com inúmeras dificuldades para fazer a nossa Associação mais atuante e mais producente em termos de benefícios aos nossos associados. Essas dificuldades em vez de nos amedrontar nos estimulam, pois a cada dia buscamos superar obstáculos e fazer o melhor para a nossa ASMIR.

Entre os inúmeros fatores que nos motivam está o nosso passado, o nosso nascedouro. Imaginamos o quanto foi difícil a sua criação, pois nada havia em termos materiais. Prestamos a nossa mais reverente e respeitosa continência para aquele grupo de abnegados que lutando contra tudo e contra todos criaram a nossa querida Associação. Foram 30 pessoas, hoje conhecidas como sócios fundadores que com destemor, coragem e abnegação, erigiram as colunas mestras da ASMIR. Seus nomes estão inscritos em uma placa afixada na nossa sede, como uma justa homenagem a seus feitos.

Por uma questão de justiça, não poderíamos deixar de manifestar a nossa eterna gratidão à nossa coirmã a ASMIR-PE, cuja experiência e arcabouço nos apoiaram desde os momentos iniciais e nos ajudaram a dar os primeiros passos.

Ao longo desses 12 anos tivemos algumas transformações em nossa composição. Se, na origem, éramos compostos apenas por militares da reserva remunerada e pensionistas das Forças Armadas, fomos posteriormente enriquecidos pela inclusão de militares da reserva não remunerada e, por últimos de sócios civis. Essas mudanças tão importantes vieram nos irrigar com sangue novo e pujante e derivaram da nossa crença que o amor ao Brasil não é privilégio dos militares da reserva remunerada e é e deve ser cultivada por todos os brasileiros.

A ASMIR foi sempre uma sentinela atenta e vigilante no que concerne aos valores democráticos e à preservação da verdade histórica das nossas Forças Armadas. Muitas vezes fomos aos jornais, rádio e televisão defender a história e o legado da Contrarrevolução de 31 de março de 1964, defendendo aqueles que a fizeram e que recentemente foram vítimas de um revanchismo insidioso e selvagem por parte dos que compunham o governo ora defenestrado, que utilizaram a máquina governamental de forma néscia e ímpia por intermédio da famigerada Comissão da (In)Verdade.

Fomos testemunha durante esses doze anos de fatos que balançaram e estremeceram os valores republicanos da nossa Pátria. Vimos florescer o mensalão, assistimos de camarote o julgamento e a condenação daqueles que o perpetraram, o que nos levou a crer que finalmente a corrupção seria ceifada. Não levou muito tempo e novos acontecimentos nos mostraram o quanto estávamos iludidos. O oceânico desfalque da Petrobras, Eletrobras, Fundos de Pensões, além dos golpes levantados pelas diversas operações da Polícia Federal e investigações do Ministério Público Federal demonstraram de forma cabal e indubitável que o mar de lama era tão grande que ameaçava engolir o nosso amado Brasil.

A Operação Lava Jato e o impeachment da guerrilheira Dilma Vana Roussef  nos trouxe novo alento. Mas, assim como ocorreu antes, sabemos que o preço da liberdade é a eterna vigilância e, a ASMIR, Reserva Ativa, está atenta e vigilante.

Temos ainda testemunhado a erosão lenta e gradual das nossas Forças Armadas. Apesar das reiteradas demonstrações de eficiência e competência, mesmo em áreas fora da sua principal atividade fim que é a defesa da Pátria, além de sermos considerados pela população como a instituição de maior credibilidade, não somos aquinhoados pelo Governo numa proporção justa em relação a tudo que fazemos.

Somos empregados em operação de paz em outros países, participamos intensamente na construção de obras de alta relevância para a infraestrutura do país, atuamos em operações de garantia da lei e da ordem pela falência quase que completa da estrutura de segurança que competiria aos estados, participamos de campanhas de saúde, operações de defesa civil e mais outra e outras sempre que formos acionados.

Não obstante tudo isso, as nossas Forças Amadas estão chegando em um estágio operacional que há muito ultrapassou o nível aceitável. Projetos importantes tais como o do Submarino Nuclear, a renovação dos navios da Armada, esses da Marinha, o Sistema Integrado de Monitoramento da Fronteira (SISFRON), conjunto integrado de recursos tecnológicos, abrangendo sistemas de vigilância e monitoramento, tecnologia da informação, guerra eletrônica e Inteligência, para reduzir a fragilidade da nossa fronteira seca, além do projeto Guarani, que visa a substituição dos blindados obsoletos e ainda o Projeto Proteger que pretende ampliar a capacidade de se  resguardar as estruturas estratégicas terrestres do país, tais como ferrovias, aeroportos, usinas hidrelétricas, portos etc., projetos esses desenvolvidos pelo Exército, além do principal projeto da FAB que é a renovação dos caças a jato. Todos esses projetos quando não parados estão andando a passo de tartaruga.

Com relação à nossa remuneração não é preciso que muito se diga, basta lembrarmos que entre todos os segmentos do Poder Executivo, para não falarmos dos marajás do Poder Legislativo e Judiciário, somos o de menor média salarial, como se já não bastasse as dificuldades típicas da carreira militar que, por sobejamente conhecidas, não iremos citar.

Finalizando, diremos que apesar de todos os percalços e adversidades, somos felizes em integrar a família militar brasileira e, como brasileiros, acreditamos na pujança do nosso povo, na vocação democrática da nossa gente e no porvir grandioso da nossa Pátria Brasil.

 

                NOEL XAVIER BUSTORFF - Presidente





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